Programação

  • Geral

    Projetos Prioritários:

    O Plano Nacional de Formação e Pesquisa prevê para o período 2017-2020 a concepção e implementação de dois projetos prioritários, definidos em função de sua relevância estratégica no cenário institucional:

    • Projeto 1: Formação de Formadores
    • Projeto 2. Formação de Dirigentes

    Aspectos Gerais

    Percursos Formativos

    Ambos os projetos terão seus percursos formativos compostos por trilhas de aprendizagem flexíveis para articular e integrar diferentes campos do saber e papéis ocupacionais, viabilizando uma abordagem transversal às diferentes áreas de formação e atuação, com a utilização de metodologias ativas de aprendizagem, investigações, experiências, vivências culturais e conteúdos contextualizados, de modo a assegurar a construção da unidade nacional sem prejuízo às especificidades locais.

    De modo geral, as trilhas de aprendizagem viabilizam a organização dos conteúdos atinentes a três grandes dimensões de cada uma das formações, de acordo com as especificidades de seus públicos:

    • Fundamentos teórico-conceituais, referenciais político-institucionais e macroanálises;
    • Subsídios teórico-metodológicos e intercâmbio de práticas;
    • Aporte instrumental, apoiado em evidências e experiências exitosas do Sesc e de outras instituições/setores.

    Trilhas de Aprendizagem

    As trilhas de aprendizagem são estruturas adotadas para organizar as ações de desenvolvimento e estratégias de formação e produção do conhecimento que, integradas, visam orientar o desenvolvimento pessoal e profissional alinhado aos propósitos de aprendizagem e desenvolvimento organizacional. Possibilitam, assim, caminhos alternativos na forma de construir os percursos de aprendizagem, com flexibilidade suficiente para atender as necessidades do Sesc e as aspirações e disposições daqueles que constroem a instituição.

    Na oferta de alternativas nas modalidades presencial e a distância poderão ser adotadas estratégias e ações desenvolvidas com as estruturas disponíveis no próprio Sesc ou existentes no mercado, com prioridade para as instituições de ensino e pesquisa que se constituam em referência para o desenvolvimento de cursos customizados ou que, pelo padrão de qualidade e consonância com os propósitos de formação de dirigentes do Sesc, tenham seus cursos ‘credenciados’ no âmbito da Rede de Formação e Pesquisa.

    Um módulo de aprendizagem é constituído por um conjunto de unidades de conteúdos, articuladas em função de uma meta de aprendizagem e dotada de objetivos específicos. O módulo pode ser oferecido/realizado de forma isolada ou associado a outros módulos para compor um curso, em função dos resultados que se deseja alcançar ou de acordo com os interesses de formação que o funcionário tenha.

    No contexto das trilhas de aprendizagem, o curso configura uma ação formativa ou de aperfeiçoamento constituída por vários módulos de aprendizagem, articulados e conectados a partir de uma sequência lógica estruturada com a intenção de orientar o estudo e possibilitar o aprofundamento do conhecimento e a sistematização das práticas em um grau compatível com a meta de aprendizagem estabelecida.

    Com a experiência de concepção e implantação dos projetos prioritários, pretende-se desenvolver um módulo de base, de caráter estruturante e transversal a todos os percursos formativos, a ser oferecido regularmente como ação educativa eletiva, para que possa ser acessado indistintamente por todos os interessados, independente de estarem engajados em um curso ou programa formativo específico.

    No desenvolvimento do percurso formativo será estimulada a construção ou participação em projetos de pesquisa-formação mobilizadores da ação local, sintonizados com as demandas e prioridades político-institucionais.

    Tais projetos permitirão conjugar e dinamizar as atividades de formação, pesquisa e inovação supostas na intenção de consolidação da perspectiva de atuação territorial, apoiada nos estudos de georreferenciamento, em associação aos processos de diagnóstico participativo e de sistematização das práticas.

    Os relatórios resultantes dessas experiências permitirão não somente o aprendizado individual, como o provimento de subsídios para a revisão/ validação de referenciais teórico-técnicos, redesenho de processos e renovação de práticas, tanto na esfera da formação continuada quanto no âmbito do aprimoramento dos serviços prestados.

    A compreensão de que o conhecimento se constrói a partir da interação/negociação de sentidos e significados, enfatizando uma aprendizagem crítica e reflexiva orienta a viabilização de espaços colaborativos que propiciem a reflexão coletiva a respeito das práticas, a criação conjunta de projetos e ações, a construção integrada de políticas e referenciais de ação e a interação com parceiros.

    As comunidades de práticas se constituem em um dispositivo importante, em função de seu potencial para desenvolver um conhecimento especializado, compartilhando aprendizagens apoiadas na reflexão sobre as experiências vivenciadas. Possibilitam a aprendizagem entre pares, mediante a participação em temas, ideias, lições aprendidas, problemas e suas soluções, resultados de pesquisa e outros aspectos pertinentes de interesse mútuo. Em dinâmica de interação estimulante, as comunidades de práticas podem ser utilizadas para a resolução de problemas, a geração de ideias, o intercâmbio de conhecimentos entre instituições e para o desenvolvimento de melhores práticas.

    Formar subjetividades e identidades requer ampliar e diversificar as experiências pessoais, viabilizando, dessa forma, o enriquecimento das práticas profissionais. Nesse sentido, as trilhas compreendem também a realização de viagens orientadas, missões pedagógicas e o envolvimento com as práticas e manifestações artístico-culturais em diferentes linguagens. Tais atividades proporcionam o encontro com o outro, a aproximação à diversidade e a troca de modos de agir e saberes, produzindo sentido ético e político para o fazer profissional, em uma dinâmica de sensibilização, alinhamento, transformação, em ciclos contínuos de desenvolvimento pessoal, interpessoal e organizacional.


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